Dicas

Você já se perguntou qual a importância do tecido?

11/09/2015




Você já parou para pensar como seria o mundo sem os tecidos, sem a indústria têxtil? Vamos fazer um paralelo com o desenvolvimento da indumentária, com o desenvolvimento da roupa, para vermos quão fundamental é o serviço que prestamos a você. Sempre com qualidade singular, pois nossa paixão pela indústria atinge tantos outros com esse processo.

Há muito tempo atrás que essa indústria iniciou seu desenvolvimento, quando nossos ancestrais começaram a se cobrir com a pele dos animais caçados para se protegerem do frio e também como forma de espiritualidade, uma espécie de "religião" da caça, como que se a sua vestimenta transmitisse toda a energia necessária para o domínio e caça do animal.

Foi-se evoluindo. Começou-se a extrair a pelagem de animais e as fibras das plantas, esticando-as e trançando-as, formando o fio que tecido formavam as mantas... Surge assim os tecidos!

Impérios se desenvolveram e a vestimenta começou a fazer parte de manifestação cultural, de posicionamento social. Os Gregos trouxeram técnicas de drapejamento do tecido, gerando voluptuosas formas. Os Egípcios possuíam algumas peças, entre elas a mais importante o Calasiris que demonstrava perante toda a civilização a importância de tal membro.

Com a evolução do império romano tecidos como o algodão, linho e seda estavam entre os preferidos. Neste período, com o desenvolvimento de corantes, a nobreza feminina podia usar o tecido de algodão azul vindo da Índia e seda amarela provinda da China.

A idade média com seu império Bizantino ostentava muito poder e muito tecido dos pés a cabeça. O rei e a rainha do império, figuras cristãs de divindade possuíam trajes pesadíssimos cravejados de pedras exclusivos deles.
Além de toda a riqueza de bizâncio surge uma nova classe: a Burguesia. Começaram a comprar títulos de nobreza para manter monarquias falidas. Surge a ordem dos Cavalheiros que com suas armaduras estavam prontos a seguirem a terra Santa em uma guerra que tinha como pano de fundo a união dos poderes europeus e o comércio que se abriu neste novos fornecedores.
Com o surgimento dos alfaiates e costureiros reais as vestimentas se tornavam período a período mais importantes.

Com o renascimento e a Idade moderna longe das trevas da Idade Média luxos e vestidos volumosos com excesso de tecidos apareceram. Períodos como o rococó e o barroco foram de fundamental importância para esse exagero burguês.

O século XIX marcado por revoluções como a Revolução Francesa fez com que a burguesia mudasse todo o seu "guarda roupa' como forma de contestação a monarquia. Mulheres de silhuetas e tecidos mais leves longe das voluptuosas e inúmeras saias e anáguas.


1. Indumentária Primitiva 2. Indumentária Egípcia 3. Indumentária Grega
4. Indumentária Bizantina 5. Retrato Burguês de Jan van Eyck
6. Indumentária Renascentista 7. Indumentária Pós Revolução Francesa

Chegamos a era contemporânea marcada por todo uma estruturação territorial e econômica a partir da primeira guerra. Fortalecimento da arte vanguardista em que questionava padrões de comportamentos que podia ser visto claramente na forma de se vestir da década de 20, com mulheres mais poderosas com seus cabelos "commes des Garçons" - cabelos de meninos, rebeldes, cigarros em suas bocas e muitas franjas.

Ainda no final do séc. XIX com Charles Frederick Worth surge a alta costura, e com isso um novo padrão de criação de moda. Saía da mão do cliente a criação e eles, agora uma gama maior de clientes, passavam a comprar criações do estilista, com isso todos aderem as novidades trazidas por ele, o criador, surgindo assim a figura do estilista.

O século XX é recheado de nomes transgressores com "mademoiselle" Coco Chanel que libertou as mulheres das sais e as vestiu com calças. Hubert de Givenchy transformou o preto em artigo de luxo com a consolidação do cinema na década de 30 a partir do grande ícone Audrey Hepburn. Ainda na década de 30 Christobal Balenciaga faz roupas com modelagens que lembram flores desabrochando, uma estética ultra feminina contrapondo o surgimento dela como mão de obra no mercado.

Os anos 40 com o caos da guerra se vive em uma contenção de material para grandes e luxuosos vestidos, fortalecendo assim a moda prêt-à-porter ou ready to wear do americano, que significa pronto para vestir gerando assim o fortalecimento da produção em massa impulsionada pela guerra e suas novas formas de economia e desenvolvimento de produtos.

Contudo, ao final em 45, a indústria volta a se movimentar e quer libertar-se das lembranças tristes da guerra, dando espaço assim para nomes como Chritian Dior nos anos 50 com seu "New Look", sua saia godê com muito tecido e cintura marcada, trazendo um novo frescor feminino onde as mulheres pareciam flores novamente. Esse foi um período de grande fortalecimento da alta costura e a consagração de grandes nomes com Schiaparelli, Chanel, Givenchy, Nina Rici, Balenciaga, entre outros.


1. Balenciaga 2. Mademoiselle Coco Chanel 3. Audrey Hepburn de Givenchy
4.Nina Ricci 5. Schiaparelli 6. "New Look" de Cristian Dior

Os anos 60 é porta de entrada para as culturas jovens como o Rock. A moda deixa de sair dos ateliers e as ruas ganham lugar de criação. Sem contar com a rebeldia dos anos 70 e os exageros dos anos 80 com sua geração saúde e fitness, com o "bum" das academias. O importante era viver bem, saudável com um corpo escultural!

Anos 90 tem o retorno da psicodelia a partir da cena eletrônica e manipulação de softwares que geravam novos sons. Nascia uma geração que começaria a conecta-se além dos shows de rock e do Grunge, referência do vocalista da banda Nirvana Kurt Cobain, com tecidos destruídos, desgastados. Também foi um período de grandes modelos e grandes estilistas se consolidarem na cena mundial com seus desfiles, Marc Jacobs, Alexander McQueen, John Galliano, Tom Ford e outros tantos, sendo essa marcada como a década dos grandes estilistas. No século XXI, a partir dos anos de 2000 a tecnologia se apropria das roupas e novos tecidos e composições movimentam essa indústria .

Ufa! Que história! Tudo isso para entendermos que sem os tecidos possivelmente estaríamos andando nus como no "paraíso".
Esse vídeo abaixo encena de uma forma bem humorada como nós, HG Tinturaria e Estamparia, somos fundamentais para a sua vida cuidando com muito amor daquilo que é tão importante para você que é seu tecido e essencial para nossa vida que são as nossas roupas.